EDIFíCIO DOS CORREIOS - 1920
domingo, 10 de agosto de 2014
sábado, 9 de agosto de 2014
A primeira pizzaria de rodízio surgiu no Pari
O Grupo Sérgio lotava seus restaurantes entre as décadas de 1970 e 1980
Desde 1889, o Dia da Pizza é celebrado na Itália em 10 de julho, data em que o rei Umberto I e a rainha Margherita (daí o nome do sabor) experimentaram o prato. Em 1985, esse dia se tornou oficial em São Paulo.
Na cidade, a receita começou a ser montada em escala industrial a partir de 1976, quando o empresário Sérgio Della Crocci abriu seu primeiro rodízio no Pari, no centro. A proposta de cobrar do freguês um terço do valor de uma pizza para que comesse à vontade quantas fatias conseguisse aguentar fez sucesso.
Dois anos depois, o Grupo Sérgio, como o negócio foi batizado, inaugurava sua quinta filial, em Pinheiros. Por semana, 15 mil clientes formavam fila em frente às casas, consumindo 3,5 toneladas de massa e 25 toneladas de mussarela em cada uma das unidades. Após o furor inicial, no entanto, a rede perdeu público, apostou em bufês, mas não sobreviveu ao fim dos anos 90.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
A História do Maior Empreendedor do Brasil – Francesco Matarazzo.
A História do Maior Empreendedor do Brasil – Francesco Matarazzo
Alguns empresários tem suas histórias consagradas longe de seus países e de suas famílias. E o maior exemplo dessa situação é o italiano Francesco Matarazzo, considerado o maior empreendedor da história do Brasil.
Nascido em 1854, em Castellabate, Nápoles, o empresário pouco estudou. Aos 19 anos teve que assumir os negócios agropecuários e comerciais da família devido à morte precoce de seu pai, o médico Costabile Matarazzo.
Na época, sua família viveria tempos difíceis. Além do problema da morte de seu pai, a Itália sofria com a crise econômica europeia. Com a recente unificação da Itália, a região sul do país estava com poucas oportunidades para que os negócios avançassem.
Com o tempo, Francesco recebeu boas referências do Brasil. Falavam de um país grande, pouco explorado, com muito potencial e muitas oportunidades de uma vida melhor. Em visita à família Matarazzo, Francisco Grandino, grande amigo de Francesco, trazia notícias animadoras.
Segundo ele, o Brasil era o lugar ideal para “fazer a América”. Diante de tantos pontos positivos do lugar, Francesco decidiu, em 1881, a vir para cá. Com a ajuda de sua mãe, Mariangela, o mais velho dos nove irmãos cruzou o Atlântico e veio para sua nova casa.
A Chegada e As Primeiras Dificuldades
Um visionário como Francesco não viria para uma terra desconhecida sem trazer nada que pudesse lhe dar o mínimo de conforto. Com base em pesquisas de mercado, ele descobriu que o novo país que escolhera para viver era um grande importador de banha de porco.
Pensando em já começar com algum capital, o empresário adquiriu uma grande e custosa carga desse produto para chegar logo depois dele ao Brasil. Contudo, as dificuldades começaram a aparecer.
Logo ao pisar em território tupiniquim, Matarazzo recebeu uma péssima notícia: as duas toneladas de banha de porco que trouxera da Itália haviam naufragado a bordo de uma barcaça, na Baía de Guanabara. E, para piorar, a carga não possuía seguro.
Uma situação bastante desconfortável e que deixava sua passagem pelo Brasil em dúvida. O que fazer agora? Voltar para casa e recomeçar? Ficar e tentar a sorte, literalmente, sem nada?
Francesco, que não era adepto a desistências, resolveu seguir para o interior do estado de São Paulo e buscar seu amigo Grandino, que possuía um pequeno comércio. Sua surpresa fica por conta de ser bem recebido por todos os italianos da pequena colônia que vivia na cidade.
Rapaz sério, trabalhador e simpático, Francesco é bem acolhido e recebido por todos. Apesar dos grandes prejuízos com a carga de banha, ainda lhe resta um milhar de liras, quantia razoável e que não permitira outro deslize.
Com esse dinheiro, Francesco investe em quatro mulas e alguma mercadoria. Sua ideia é fazer o comércio móvel e andar pelas diversas fazendas da região. Seu sistema de negócio era muito simples: vendia de tudo e comprava de tudo. Nenhum produto lhe passava despercebido.
Em meados de 1882, ele conseguiu juntar algum dinheiro e abrir um pequeno armazém de secos e molhados na mesma cidade, Sorocaba. Seu comércio era voltado para farinha de trigo, sal, fubá, arroz, feijão, etc. Além disso, ele ainda vendia a banha de porco, produto que lhe rendeu algum lucro nessa primeira fase de negócios.
Com o aumento de seu armazém, Matarazzo começa a investir em pequenas fábricas de banha de porco de alta qualidade. Nessa época, ele já possuía o apoio de seus irmãos Andrea, Giuseppe e Luigi. Desses, o primeiro era seu principal parceiro comercial. Anos mais tarde, Nicola e Costabile também viriam ao país para auxiliar nos negócios.
A Percepção dos Negócios E A Chegada A São Paulo
Com seus investimentos nessas pequenas fábricas de banha de porco, Matarazzo percebeu que a indústria nacional possuía algumas falhas. E, foi nesse ponto que ele descobriu a “mina de ouro” do seu império.
Francesco foi o pioneiro na chamada verticalização da produção. Além de produzir o produto, propriamente dito, ele também fazia as latas, embalagens, transporte e a comercialização final. Tudo isso ajudava a diminuir os custos e aumentava os lucros do empresário.
Em 1890, o fato histórico: Matarazzo saía de Sorocaba e vinha para São Paulo. Aqui, ele dispararia de vez e mudaria a história da cidade. Voltando seus negócios o comércio interno, na importação, no setor financeiro e no industrial, Francesco inicia a construção de seu império.
Abre na rua 25 de Março a Matarazzo & Irmãos, um empório importador e distribuidor de farinha de trigo, óleo, arroz, banha e todos os produtos necessários para um lar. Em Sorocaba ele ainda mantém duas fábricas de banha e abre uma terceira em Porto Alegre.
A Matarazzo & Irmãos tem vida breve: Francesco a dissolve em 1891 e cria a Companhia Matarazzo S.A., com 41 acionistas, quase todos italianos, e tendo como sócio de família só o irmão Andrea. Atividade principal: importação de farinha de trigo e algodão dos Estados Unidos.
Nesse momento, o destino parecia agir contra o empresário. A guerra entre os EUA e a Espanha, que aconteceu em 1898, em torno da independência das colônias da América Central, comprometem as importações de farinha.
O que era para ser um motivo de lamentação, vira inspiração. O italiano resolve, então, produzir a farinha de trigo no Brasil. Ele embarca para a Inglaterra e lá compra um moinho de última geração. Nasce assim, em 1900, o Moinho Matarazzo, maior unidade industrial paulista da época: a fábrica produzia 2.500 sacos de 44 quilos do grão por dia.
Mantendo-se fiel à prática de investir em toda a cadeia produtiva de seus produtos, ele abriu uma metalúrgica para fabricar as latas de embalagem; da seção de sacaria do moinho cria uma tecelagem de algodão, e assim por diante.
No ano de 1911, a consagração: é fundada as Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (IRFM), em forma de sociedade anônima. Como lema: Fides, Honor, Labor (Fé, Honra, Trabalho).
Nos anos seguintes, seu ramo de atuação cresce rapidamente: alimentos, tecidos, bebidas, transporte terrestre, navegação de cabotagem, portos, ferrovias, metalurgia, energia, agricultura, banco e imóveis. Seu império marca a história da América Latina como um dos maiores da história.
Ele consegue espalhar mais de 200 fábricas médias e grandes em todo o Brasil, gerando mais de 30 mil empregos. Sua rede comercial abrange o país inteiro, com ramificações em Buenos Aires, Nova York, Londres e Roma.
A Primeira Guerra Mundial
No ano de 1914, Francesco resolve tirar férias. Entretanto, isso não dura muito. O empresário que viajara à Itália para cuidar da saúde e deixara seu filho Ermelino à frente do conglomerado, é surpreendido pela entrada de seu país na Primeira Guerra Mundial, em maio de 1915.
Relembrando seu amor ao país, Matarazzo se oferece para coordenar o serviço de abastecimento das tropas italianas.
Ele articula importação de alimentos, fornece a farinha de trigo brasileira à Itália e França e também importa 10 mil burros das montanhas de Minas para carregarem os canhões da artilharia italiana. Em reconhecimento aos serviços prestados, receberia do rei da Itália, Vittorio Emanuele III (1900-1946), em 1917, o título hereditário de conde.
Matarazzo volta ao Brasil no final de 1919 e, anos mais tarde, entusiasma-se com a nova Itália que começava a surgir e com os pensamentos do ditador Benito Mussolini, que chega a conhecer pessoalmente.
Sua crença nas ideias de Mussolini era tão grande que o empresário fez duas contribuições para o fascismo italiano: em 1926, um milhão de liras para a organização da juventude Opera Nazionale Balilla, e em 1935, dois milhões de liras para o governo italiano, a essa altura boicotado pela Liga das Nações por seu ataque à Etiópia.
Seu pragmatismo político, dentro do Brasil, se manifesta de novo durante a revolta que acontece em 1932, em São Paulo. Os rebeldes queriam depor Getúlio Vargas, mas Matarazzo resolve não se envolver diretamente na revolução que mobiliza toda São Paulo.
Realista e inteligente, não vê qualquer chance de vitória. Entretanto, Ciccillo Matarazzo, seu sobrinho, chega a fabricar artefatos militares para os revoltosos. Esses artefatos, inclusive, sairiam da gigantesca Metalúrgica Matarazzo.
O Olhar Para A Indústria Brasileira
Em 1928, Matarazzo se juntou a outros empresários – como Roberto Simonsen, Jorge Street, José Ermírio de Moraes e Horácio Lafer – para criar o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), do qual será o primeiro presidente. Em 1931, nasce a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), de novo tendo Matarazzo como primeiro presidente.
Principal empresário da República, o italiano mais rico do mundo, morre em 1937, aos 82 anos, deixando como principal legado o maior e mais sólido conglomerado empresarial da história brasileira.
Uma fortuna mítica, quinta do planeta em seu tempo, amealhada em 55 anos de trabalho, tecnicamente estimada em mais de 20 bilhões de dólares de 1992.
Nas palavras de Assis Chateaubriand, magnata da imprensa, o Brasil ganhara um novo estado: o “Estado Matarazzo”, com faturamento muito superior às receitas de qualquer outra unidade federativa, exceto São Paulo. Já o amigo e admirador Monteiro Lobato definiu sua trajetória de maneira mais simples: “um permanente rush para cima”.
E o próprio conde tinha um segredo para o sucesso?
“Alguma inteligência, certa capacidade gerencial, muito trabalho e sorte.”
Seus Edifícios em São Paulo
Francesco Matarazzo possuía grandes imóveis na cidade de São Paulo. Um dos mais belos, apelidado de Mansão Matarazzo, ficava na avenida paulista. A família do empresário viveu lá entre os anos de 1920 e 1970.
Infelizmente, o lindo edifício foi demolido em 1996 e, o terreno que antes fora do grande empresário, se tornará um shopping center com estacionamento.
Outro grande edifício do finado Conde foi o Hospital Matarazzo, também conhecido como Umberto Primo.
O complexo, que contava com casa de saúde, maternidade, capela e consultórios, tornou-se referência em saúde, pela estrutura portentosa e pelo pioneirismo em tratamentos e pesquisas. Transformou-se também em um ícone arquitetônico da cidade, cuja importância histórica o levou a ser tombado pelos órgãos de preservação do patrimônio.
Com projeto do arquiteto italiano Giulio Micheli e com o nome de Ospedale Umberto Iº, a obra foi realizada com doações das famílias Crespi, Pignatari, Gamba, Falchi e Matarazzo.
O conde teve papel preponderante no surgimento do complexo, erguido pela seção de construção das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, de onde também vieram seus azulejos e louças.
Com o advento da II Guerra, locais de origem ligada aos países do Eixo, como a Itália, tiveram de alterar seu nome. Assim, em homenagem ao patrono, o hospital passou a se chamar Matarazzo.
A curiosidade final fica por conta do time do coração de Francesco. Como era de se esperar, o conde era palmeirense fanático e, graças a sua generosidade, o Palmeiras ganhou o terreno onde hoje fica seu estádio.
Curiosidades
- O primeiro fusca comprado no Brasil foi adquirido pelo milionário Eduardo Andreas Matarazzo;
- A IRFM só teve seu primeiro balanço negativo em 1969, muitos anos depois da morte do conde;
- Até hoje alguns produtos das Indústrias Matarazzo ainda são encontrados nos mercados, como é o caso do sabonete Francis;
- Um de seus edifícios, o Matarazzo, serve de base para a prefeitura de São Paulo até hoje;
- Em 1920, Matarazzo juntou várias fábricas em um enorme terreno em São Paulo;
- O funeral do empresário, morto em 1937, levou 100 mil pessoas às ruas.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Histórico
Origem da Lapa remonta aos primórdios do povoamento de São Paulo de Piratininga
As origens da Lapa remontam aos primórdios do povoamento de São Paulo de Piratininga. A primeira notícia sobre a região é de 1581, quando os jesuítas receberam uma sesmaria junto ao Rio Emboaçava, depois chamado Pinheiros.
Entre os imóveis da então denominada paragem do Emboaçava, a partir dos meados do século XVIII destacou-se a "fazendinha da Lapa", vizinha aos sítios da Água Branca, Mandi, Emboaçava e Tabatinguá. Em 1743 os jesuítas deixaram a região. Em 1765, toda a paragem de Emboaçava continha apenas 5 casas com 31 habitantes.
Em 1805, período de incremento da produção de cana de açúcar, todo o movimento de tropas da rota que ligava a Vila de Itu a São Paulo e litoral foi desviado em razão das péssimas condições da ponte sobre o Rio Pinheiros. Aproveitou-se, então, a comodidade da ponte do Sítio do Coronel Anastácio de Freitas Troncoso.
A qualidade do barro nas margens do Rio Tietê favoreceu em meados do século XIX o desenvolvimento de algumas olarias e o crescimento do povoado, reforçando a urbanização do bairro que começava a tornar-se industrial.
Na Segunda metade do século passado, São Paulo começou a viver o apogeu da economia cafeeira. Nessa época, o centro de produção de café transferia-se do Vale do Paraíba para a região de Campinas. Visando o escoamento do café para o mercado externo, foi fundada em 1860 a "Association of the São Paulo Railway Co. Ltda". Em 1867 foi inaugurada a estrada de ferro ligando Santos a Jundiaí, que passava por São Paulo, com algumas estações intermediárias. No lado oeste da cidade, a única estação implantada era a de Água Branca, local de cruzamento dos caminhos que ligavam a cidade à Freguesia do Ó, Pinheiros e Campinas. Pouco depois da inauguração, o trem também passou a fazer uma parada simples, próximo à ponte do sítio do Coronel Anastácio, para atender a população do então incipiente bairro da Lapa.
Neste período, a Lapa começava a apresentar os elementos que a definiriam como bairro urbano da cidade de São Paulo. As pequenas propriedades rurais da região começaram a ser loteadas, atraindo a crescente massa de imigrantes, principalmente italianos. Nesse processo foi aberto, na década de 1880, o loteamento de Vila Romana, composto de lotes agrícolas (chácaras).
No mesmo período foi lançado o loteamento do Grão Burgo da lapa, compreendendo o já existente núcleo da "Lapa de Baixo" e toda a atual região central do bairro. Data dessa época também o loteamento de Vila Sofia, hoje confundido com Vila Romana, composto por 808 lotes de características urbanas.
A ferrovia incentivou o surgimento das primeiras das primeiras indústrias da região, como a Vidraria Santa Marina e o Frigorífico Amour. Elas se beneficiaram da proximidade com o rio Tietê, multiplicando-se nas três décadas de 1930, as indústrias começaram a se expandir em direção a outras áreas, mais especificamente para a Vila Leopoldina (onde concentrou grandes indústrias, principalmente do ramo metalúrgico), Vila Hamburguesa e Anastácio.
Se num primeiro momento a ferrovia contribuiu para a implantação de indústrias na Lapa, nas décadas de 50 e 60, essa foi acelerada com a construção das marginais dos rios Pinheiros e Tietê e das rodovias.
Com a instalação das oficinas e da estação da S.P.R - São Paulo Railway, nos fins do século passado, a Lapa entrou no século XX como um verdadeiro bairro urbano da cidade de São Paulo. A "Lapa de Baixo" foi o local escolhido para fixar residência pelos funcionários transferidos, o que veio a incrementar o pequeno comércio local. Após dois ou três anos da instalação das oficinas, foram surgindo algumas casas na Lapa; umas de aparência importante, de propriedade dos mestres das oficinas, escriturários categorizados, e outras, pequenas, de propriedade de maquinistas, chefes de trens e raras de operários.
Nas primeiras décadas deste século, a "Lapa de Baixo" passou a contar com uma melhor infra-estrutura urbana. Em 1915 estava pronta a rede de esgoto da Barra Funda, Água Branca e Lapa. Surgiram o comércio, as escolas, o bonde, a nova matriz, os cinemas, a imprensa e a iluminação pública. O Largo da lapa transformou-se no primeiro pólo comercial do Bairro, servindo a outras regiões que se situavam ao longo da linha de trem.
Com a chegada dos bondes que vinham do centro até a rua Guaicurus, desenvolveu-se o comércio na "Lapa de Cima". Em 1908 fundou-se a Cooperativa dos Operários da Ferrovia na rua 12 de Outubro. Mas é na década de 20 que o comércio tomou impulso nas ruas Dr. Cincinato Pomponet, 12 de Outubro e adjacências.
A partir do final da I Grande Guerra Mundial, surgem novos loteamentos e o bairro passou a expandir seus limites: A Vila Anastácio, urbanizada em 1919, e a Vila Ipojuca, em 1921, passaram a ser ocupadas por imigrantes do leste europeu. A partir de 1920 a Cia City realizou os loteamentos do Alto da Lapa e Bela Aliança. A Vila Leopoldina foi retalhada em lotes urbanos em 1926. Desta forma estava definida a estrutura básica da Lapa atual.
Sendo pólo urbano de ligação entre os bairros e municípios da Zona Oeste, a Lapa viu crescer um comércio que se tornou um dos mais importantes da cidade. A partir de 1943, com a inauguração da rodovia Anhanguera, o bairro sofreu grandes transformações, acelerando-se novamente o crescimento comercial. Em 1954 foi criado o Mercado Municipal no mesmo local onde se realizava a maior feira livre da capital. Em 1966 surgiu o CEASA - Atual CEAGESP - na Vila Leopoldina e, em 1968, foi inaugurado na Rua Catão o segundo Shopping Center do município.
Ao findar a terceira década do presente século, São Paulo aparecia como o maior centro industrial da América do Sul. Nesse período, até 1950, a cidade expandiu-se em todas as direções, mas foi para oeste e para o sul que tal expansão se verificou com mais intensidade. Foram nessas regiões que se instalaram as mais importantes e características áreas industriais.
No rumo oeste, a cidade ligou-se definitivamente à Lapa e mesmo a ultrapassou, graças à ocupação da zona marginal, das vias férreas e à radial Av. Água Branca - Rua Guaicurus, ao sul da qual, já no espigão divisor Tietê - Pinheiros, vieram a surgir bairros operários e de classe média.
O vertiginoso crescimento pelo qual passou o bairro da Lapa nestes últimos 50 anos proporcionou-lhe muitas melhorias, visto ser hoje um dos bairros mais bem servidos de infra-estrutura urbana. A implantação do Terminal Intermodal da Barra Funda deu ao bairro um novo impulso, trazendo junto consigo a implantação de equipamentos de abrangência metropolitana como, por exemplo, o Memorial da América Latina e a instalação de grandes shopping centers e universidades.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Palácio do Correio
O Palácio dos Correios está localizado na Praça do Correio no Vale do Anhangabaú, no cruzamento com a avenida São João, em São Paulo. O projeto foi do escritório Ramos de Azevedo, foi inaugurado em 20 de outubro de 1922.1
O edifício, que abrigou a Agência Central dos Correios e Telégrafos, faz parte do conjunto arquitetônico no centro de São Paulo, composto também pelo Teatro Municipal, Edifício da Light, Edifício Martinelli, Viaduto do Chá, Viaduto Santa Ifigênia e Praça Ramos de Azevedo.
O palácio no Vale do Anhangabaú.
Depois de ser tombado pelo patrimônio histórico, o edifício ficou anos inutilizado. Depois de uma autorização, voltou a ter sua função original, abrigando novamente a Empresa Brasileira de Correios 

sábado, 2 de agosto de 2014
AVENIDA PAULISTA.
A Avenida Paulista (pulistas avinidas; latim) é um dos logradouros mais importantes do município de São Paulo, a capital do estado homônimo. Está localizada no limite entre as zonas Centro-Sul, Central e Oeste; e em uma das regiões mais elevadas da cidade, chamada de Espigão da Paulista.
Considerada um dos principais centros financeiros da cidade, assim como também um dos seus pontos turísticos mais característicos,2 a avenida revela sua importância não só como pólo econômico, mas também como centralidade cultural e de entretenimento. Devido à grande quantidade de sedes de empresas,bancos, consulados, hotéis, hospitais, como o tradicional Hospital Santa Catarina e instituições científicas, como o Instituto Pasteur, culturais, como o MASP e educacionais, como os tradicionais Colégio São Luís e a Escola Estadual Rodrigues Alves. Movimentam-se diariamente pela avenida Paulista milhares de pessoas oriundas de todas as regiões da cidade e de fora dela. Além disso,a avenida é um importante eixo viário da cidade ligando importantes avenidas como a Dr. Arnaldo, a Rebouças, a 9 de Julho, a Brigadeiro Luís Antônio, a 23 de Maio, a rua da Consolação e a Avenida Angélica.
Com 200 mil moradores, se a avenida fosse uma cidade, estaria entre as 150 maiores do Brasil, próxima de cidades como Praia Grande (244.533) e Boa Vista(249.853).
História[editar | editar código-fonte]
A avenida foi criada no final do século XIX, a partir do desejo de paulistas em expandir na cidade novas áreas residenciais que não estivessem localizadas imediatamente próximo às mais movimentadas centralidades do período, por essa época altamente valorizadas e totalmente ocupadas, tais como a Praça da República, o bairro de Higienópolis e os Campos Elísios. A avenida Paulista foi inaugurada no dia 8 de dezembro de 1891, por iniciativa do engenheiro Joaquim Eugênio de Lima e do Dr. Clementino de Souza e Castro (na época Presidente do conselho de intendências da cidade de São Paulo, atual cargo de prefeito), para abrigar paulistas que desejavam adquirir seu espaço na cidade.
Naquela época, houve grande expansão imobiliária em terrenos de antigas fazendas e áreas devolutas, o que deu início a um período de grande crescimento. As novas ruas seguiam projetos desenvolvidos por engenheiros renomados, e nas áreas mais próximas à avenida e a seu parque central os terrenos eram naturalmente mais caros que nas áreas mais afastadas; não havia apenas residências de maior porte, mas também habitações populares, casebres e até mesmo cocheiras em toda a região circundante. Seu nome seria avenida das Acácias ou Prado de São Paulo, mas Lima declarou:
| Será Avenida Paulista, em homenagem aos paulistas |
Joaquim Eugênio de Lima (1845-1902), uruguaio, associou-se a João Borges de Figueiredo e João Augusto Garcia e iniciaram a compra de terrenos no espigão entre os rios Tietê e Pinheiros. Em 1890 adquiriram na rua Real Grandeza (depois avenida Paulista) dois terrenos de José Coelho Pamplona e de sua mulher Maria Vieira Paim Pamplona e no mesmo ano mais dois lotes de Mariano Antonio Vieira e de sua mulher Maria Izabel Paim Vieira. Depois adquiriram a Chácara Bela Cintra de Candido de Morais Bueno. Toda a região local servia na época de passagem de boiadas a caminho do matadouro. O plano da avenida foi elaborado pelo agrimensor Tarquinio Antonio Tarant e, como deveria ser plana, exigiu o aterro de um vale na atual avenida 9 de julho. A avenida Paulista tem cerca de três quilômetros de comprimento e doze metros de largura e é dividida em três faixas: uma para bondes, a do centro para carruagens e a outra para cavaleiros, todas ladeadas por daiélsios e rodriguzes. O piso carroçável era coberto por pedregulhos brancos. Foi inaugurada, juntamente com a linha de bondes em 1891. O bonde elétrico chegou nove anos depois, em 1892. Em 1898 procedeu-se a uma reforma, com novo calçamento, derrubada de quatro fileiras de árvores e alargamento dos passeios, que foram arborizados com ligustruns e ipês.4 .
No fim do anos 1920, seu nome foi alterado para avenida Carlos de Campos, homenageando o ex-presidente do estado, mas a reação da sociedade fez com que a avenida voltasse a ter o nome com o qual foi criada e é conhecida até os dias de hoje.
A avenida foi aberta seguindo padrões urbanísticos relativamente novos para a época: seus palacetes possuíam regras de implantação que, como conjunto, caracterizaram uma ruptura com os tecidos urbanos tradicionais. Os novos palacetes incorporavam os elementos da arquitetura eclética (tornando a avenida uma espécie de museu de estilos arquitetônicos de períodos e lugares diversos) e dos novos empreendimentos norte-americanos: estavam todos isolados no meio dos lotes nos quais se implantavam, configurando um tecido urbano, diferente do restante da cidade, que alinhava a fachada das edificações com a testada do terreno. Isso fez com que a avenida possuísse uma amplidão espacial inédita na cidade.
A avenida Paulista foi a primeira via pública asfaltada de São Paulo, em 1909, com material importado da Alemanha, uma novidade até na Europa e nos Estados Unidos.5
Esse perfil estritamente residencial da avenida permaneceu até meados da década de 1950, quando o desenvolvimento econômico da cidade levava os novos empreendimentos comerciais e de serviços para regiões afastadas do seu centro histórico.
Durante as décadas de 1960 e 1970, porém, e seguindo as diretrizes das novas legislações de uso e ocupação do solo, e a valorização dos imóveis incentivada pela especulação imobiliária, começaram a surgir naquele local os seus agora característicos "espigões" - edifícios de escritórios com 30 andares em média6 .
Durante esse período, a avenida passou por uma profunda reforma paisagística. Os leitos destinados aos veículos foram alargados e criaram-se os atuais calçadões, caracterizados por um desenho branco e pretoformado por mosaico português. O projeto de redesenho da avenida ficou a cargo do escritório da arquiteta-paisagista Rosa Grena Kliass, enquanto o projeto do novo mobiliário urbano da avenida foi assinado pelo escritório Ludovico & Martino.
Assinar:
Postagens (Atom)


